quinta-feira, novembro 27, 2008

Parabéns

Quero dar os parabéns ao Gonçalo pela excelente postagem com o título " Moral da história". É exactamente isto que se pretende no blog.
Pretende-se, não só pesquisar sobre os temas tratados nas aulas, mas também reflectir sobre eles de forma coerente e sustentada.
PARABÉNS!!!!

Profª Graça

quarta-feira, novembro 26, 2008

Agradecer é urgente!






Nada do que diga servirá para agradecer o vosso gesto!

Eu tento viver o presente com alegria. Gosto realmente das pessoas, confio nelas.

Obrigada a todos do coração!

Aos meus meninos e meninas, à prof. Graça, às mães e pais!!!

Ao meu filho, CUMPLICE do plano, pela sua destreza em me enganar (que pelos vistos não é assim tão difícil! eheheheheheheh!) um beijo de muito amor. Essa tua cara de anjinho pelos vistos não engana ninguém, SÓ A MIM! É o amor! É cego...

Este meu aniversário - 25 Nov. 2008 - será um dia para sempre, porque, para sempre, estão todos no meu coração!

Ai ai!!! Coração sofre.... mas como diz o Ricardo "...mesmo que sofras do coração, tens este para o substituir!" (as rosas em forma de coração, lindas, lindas!).




Amizades...

Quem são os anjos com quem choro e rio nas horas lindas?
São jóias raras, preciosidades,
São Amizades que trago no peito,
Que me apoiam quando há tempestades e me aceitam como eu as aceito!

terça-feira, novembro 25, 2008



João Pedro Correia
Parabéns Mãe Paula

Bruna Alexandra

O Castelo de Faria

A já desaparecida fortaleza medieval conhecida por Castelo de Faria, nos arredores de Barcelos, foi palco de uma história desencadeada pelo amor entre o rei D. Fernando e a bela Leonor Teles. Na verdade, estava D. Fernando para desposar a filha do rei de Castela quando se apaixonou por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o rei castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras. O Minho foi invadido pelo adiantado da Galiza, D. Pedro Rodriguez Sarmento, que se bateu com D. Henrique Manuel, tio do rei português, nos arredores de Barcelos. Os portugueses foram derrotados e entre os reféns ficou D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria. No seu cativeiro, receava D. Nuno que o seu filho entregasse o Castelo de Faria logo que visse o pai refém dos castelhanos e, por esse motivo, urdiu um estratagema que o evitasse. Pediu então ao galego D. Pedro que o levasse até aos muros do castelo para convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Chegados ao castelo, D. Nuno pediu para falar com o seu filho, D. Gonçalo, e exortou-o a defender-se a custo da própria vida, amaldiçoando-o se não cumprisse as suas ordens. Os castelhanos, vendo-se traídos, mataram logo ali o velho alcaide e atacaram o castelo. A luta foi renhida e dolorosa para os portugueses que perderam muitos dos seus homens, mas D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso, levando os inimigos a desistir. D. Gonçalo, apesar de premiado pela sua coragem, pediu ao rei D. Fernando autorização para abandonar o cargo de alcaide e tornou-se sacerdote.

Bruna Alexandra


O Natal está a chegar

Por Bruna

Lenda das Sete Cidades.

Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono. Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo. Mas uma noite perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência. O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei. O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais. Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria. A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto que o mar se levantou sobre a terra e a engoliu. No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra azul da cor dos seus sapatos

Não tem autor

Bruna Alexandra

Cara de anjo

segunda-feira, novembro 24, 2008

YouTube - Da Vinci - Conquistador

D. Afonso Henriques e a origem de Portugal - por Gonçalo



D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal, filho do conde D. Henrique de Borgonha e da Infanta D. Teresa (filha bastarda de Afonso VI , imperador do reino de Leão), senhores do condado Portucalense . Fundou a dinastia de Borgonha, que durou 244 anos.
Nasceu provavelmente em Coimbra e faleceu na mesma cidade, tendo sido sepultado na igreja de Santa Cruz. Casou em 1146 com Mafalda ou Matilde (filha de Amadeu II, conde de Mouriana e Sabóia), de quem teve sete filhos.
Criado desde cedo por Soeiro Mendes e sua mulher, senhores de Riba de Ave, assumiu muito jovem, em 1120, juntamente com D. Paio, entãoo arcebispo de Braga e irmãoo de Soeiro Mendes, uma posiçãoo política contrária á de sua mãe, D. Teresa
, que apoiava já então os Travas. Esta posição política obrigou D. Paio a emigrar, levando consigo o jovem D. Afonso Henriques que, provavelmente em 1122, se armou a si próprio cavaleiro - como era usual os reis fazerem - na catedral de Zamora.

De novo no condado, deu-se a 24 de Junho de 1128 a batalha de São Mamede. Ao se defrontaram as hostes de D. Afonso Henriques e dos barões que o acompanhavam, com as de fidalgos galegos, chefiados por Fernão Peres de Trava, e partidários de sua mãe D. Teresa
. Temia-se a influência desse conde galego - Fernão Peres de Trava - junto de D. Teresa, já que se via nessa união uma clara tentativa de unificação da Galiza com Portugal, posição contrária à dos barões portucalenses, que desejavam a autonomia em relação à Galiza. Foi nestas circunstâncias que se travou a batalha, da qual o conde de Trava saiu derrotado, sendo D. Teresa exilada para a Galiza, onde viria a morrer em 1130. A batalha foi decisiva e quem a venceu foram sobretudo os barões portucalenses que rejeitavam a influência dos Travas no condado, e manifestavam a sua opção por D. Afonso Henriques como seu chefe.
Vencida a batalha, Afonso Henriques assumiu claramente o governo do condado, com o objectivo claro de lhe firmar a independência. Para tal, definiu uma dupla
política baseada, por um lado, na defesa do seu condado contra Leão e Castela (a norte e a leste) e contra os mouros (a sul); por outro, na negociação com a Santa Sé, no sentido de ver reconhecida a independência do seu reino e de conseguir também a autonomia plena da Igreja Portuguesa.
Dentro deste espírito, fundou o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), propiciando assim a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga, e mandou erigir numerosos castelos fronteiriços, datando de 1135 a fundação do castelo de Leiria, um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da Reconquista .
Em Cerneja, em 1137, D. Afonso Henriques venceu os leoneses e, em Ourique, na famosa batalha com o mesmo nome, a 25 de Julho de 1139, derrotou os mouros, passando então a intitular-se rei.
Em 1143 D. Afonso Henriques prestou vassalagem à Santa Sé e, nesse mesmo ano, na reunião de Zamora, D. Afonso VII de Leão reconheceu a realeza de D. Afonso Henriques. Porém, só em 1179, com a bula Manifestis Probatum, o papa Alexandre III designou D. Afonso Henriques como rei, concedendo-lhe também o direito de conquistar territórios aos mouros, e possibilitando-lhe deste modo o alargamento do seu território.
A partir da batalha de Ourique, a autonomia de Portugal tornou-se, cada vez mais, incontestada, fortalecida sobretudo pela bula papal e pelo reconhecimento de Portugal como reino independente por parte do imperador de Leão e Castela e por outros reis da Península. D. Afonso Henriques conquistou entretanto Santarém (15 de Março de 1147) e Lisboa (24 de Outubro de 1147), com a ajuda de cruzados, estabelecendo assim o limite sul do condado Portucalense. Tomaria ainda Almada e Palmela, que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a ajuda de Geraldo Sem-Pavor, cidade que também voltaria a perder.


D. Afonso Henriques morreu em 1185, deixando a seu filho, D. Sancho I, um território perfeitamente definido e independente: não apenas um condado, mas já sim um verdadeiro reino.



MORAL DA HISTÓRIA

Portugal não seria Portugal, se D. Afonso Henriques fosse mais um "velho do Restelo" (expressão que viria a ganhar significado 300 anos mais tarde), daqueles que entram numa de "Ai, mãe é mãe independentemente de tudo o que fizer" ! O facto é que quem quer ser alguém nesta vida, tem de seguir os bons exemplos de quem chegou lá e não os fracos exemplos de quem não só não fez, como também não queria deixar fazer... faço-me compreender?
O facto aqui em questão, é que nem sempre os feitios ou objectivos de pais e filhos coincidem e, mais grave ainda, nem todas as mulheres que dão à luz chegam algum dia a dar mais do que isso. Os pais têm o direito de viverem as suas vidas à sua vontade, assim como os filhos também o podem e devem fazer... mesmo que isso implique uma guerra para a vida inteira... o que não tem de acontecer sempre... só acontece quando não existe amor no seio de uma família... mas será que se pode chamar a isso uma família?

Eu adoro o nosso blogue está cada vez mais fixe.Espero que continue assim!Para mim é o melhor do mundo!(por RICK)

Por Bruna Alexandra

A vida de Viriato
“ Enquanto ele comandava ele foi mais amado
do que alguma vez alguém foi antes dele."

"Diodoro da Sicília ”


Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano. Viriato pertencia à classe dos guerreiros, a ocupação da elíte, a minoria governante. Ele era conhecido entre os romanos como dux do exercito Lusitano, como protector, da Hispania , ou como imperador provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberos .

"Este que vês, pastor já foi de gado
Viriato sabemos que se chama
Destro na lança mais que no cajado
Injuriada tem de Roma a fama,
Vencedor invencibil, afamado
Não tem co'ele, nem ter puderam
O primor que com Pirro já tiveram."

Os Lusíadas, VIII

Outros estudos indicam que a teoria de que Viriato era um pastor não é a mais correcta.Segundo Pastor Muñoz, Viriato seria um aristocrata proprietário de cabeças de gado. Tito Lívio descreve-o como um pastor que se tornou caçador e depois soldado, dessa forma teria seguido o percurso da maioria dos jovens guerreiros, que se dedicavam a fazer incursões para capturar gado, à caça e à guerra. Na tradição romana os antepassados mais ilustres eram pastores, e Viriato é comparado àquele que teria sido o pastor mais ilustre que se tornou no rei de Roma, Rómulo. A ideologia do rei-pastor, o pastor que se tornou rei, está presente na tradição de várias culturas para além da grega e da romana. A metáfora do rei- pastor de Homero era frequentemente usada para dar ênfase às funções e deveres de um rei. Havia quem pensasse que Viriato tinha uma origem obscura no entanto Diodoro da Sicília também diz que Viriato "demonstrou ser um príncipe".

Os Lusitanos homenageavam Viriato com os títulos de Benfeitor, (Grk:evergetes), e Salvador, (Grk: soter ), os mesmos títulos honoríficos usados pelos reis da dinastia ptolemaica.

Ele foi descrito como um homem que seguia os princípios da honestidade e trato justo e foi reconhecido por ser exacto e fiel à sua palavra nos tratados e alianças que fez. Diodoro disse que a opinião geral era de que ele tinha sido o mais amado de todos os líderes lusitanos.


A guerra de Viriato
Viriato, descrito como sendo um pastor e caçador nos altos Montes Hermínios da Lusitânia, actual Serra da Estrela, foi eleito chefe dos lusitanos. Depois de defender vitoriosamente as suas montanhas, Viriato lançou-se decididamente numa guerra ofensiva. Entra triunfante na Hispânia Citerior, (divisão romana da Península Ibérica em duas províncias, Citerior e Ulterior, separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro e que passava pelo saltus Castulonensis (a actual Serra Morena, em Espanha), e lança contribuições sobre as cidades que reconhecem o governo de Roma.

Dois tipos de guerra foram atribuídos a Viriato, bellum, quando ele usava um exercito regular, e latrocinium, quando os combates envolviam pequenos grupos de guerreiros e o uso de tácticas de guerrilha Para muitos autores, Viriato é visto como o modelo do guerrilheiro.

Em 147 a.C. opõe-se à rendição dos lusitanos a Caio Vetílio que os teria cercado no vale de Betis, na Turdetânia. Mais tarde derrotaria os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície de Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, onde viria a matar o próprio Vetílio. Mais tarde, nova vitória contra as forças de Caio Pláucio, tomando Segóbriga e as forças de Cláudio Unimano que, em 146 a.C., era o governador da Hispânia Citerior. No ano seguinte as tropas de Viriato voltam a derrotar os romanos comandados por Caio Nígidio.

Ainda nesse ano, Fábio Máximo, irmão de Cipião o Africano, é nomeado cônsul da Hispânia Citerior e encarregado da campanha contra Viriato sendo-lhe, para isso, fornecidas duas legiões. Após algumas derrotas, Viriato consegue recuperar e, em 143 a.C. volta a derrotar os romanos, empurrando-os para Córdova. Ao mesmo tempo, as tropas celtibéricas revoltavam-se contra os romanos iniciando uma luta que só terminaria por volta de 133 a.C. com a queda de Numância.

Em 140 a.C. Viriato inflige uma derrota decisiva a Fábio Máximo Servilliano, novo cônsul, onde morreram em combate cerca de 3000 romanos. Servilliano consegue manter a vida oferecendo promessas e garantias da autonomia dos lusitanos e Viriato decide não o matar. Ao chegar a Roma a notícia desse tratado, foi considerado humilhante para a imponência romana e o Senado volta atrás, declarando guerra contra os lusitanos.

Assim, Roma envia novo general, Servílio Cipião que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas. Este renova os combates com Viriato, mas este mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz. Envia, neste processo, três comissários de sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros. Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato, que assassinaram o grande chefe enquanto dormia. Um desfecho trágico para Viriato e os lusitanos, e vergonhoso para Roma, superpotência da época, e que se intitulava arauto da civilização.

Depois de Viriato morrer, Tantalos (Grk: Τάνταλος)[19] tornou-se líder do exército lusitano até ser capturado.

Sem a forte resistência de Viriato, Decius Junius Brutus pôde marchar para o nordeste da península, atravessando o rio Douro subjugando a Galiza. Júlio César ainda governou o território (agora Galécia) durante algum tempo.


Viriato de Sílio Itálico
Foi argumentado que Sílio Itálico, no seu poema épico entitulado Púnica,menciona um Viriato mais antigo que teria sido contemporâneo de Anibal . Ele foi chamado de primo Viriathus in aeuo, e foi um líder dos Gallaeci e dos Lusitanos. O Viriato histórico, seria o que recebeu o título de , regnator Hiberae magnanimus terrae, o mais magnanimo dos reis da terra Ibérica.

Bruna Alexandra

Afonso I, mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques, (25 de Julho de 1109 — 6 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão.

Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).

por filipa

D .Afonso Henriques, o Conquistador.

Fundador da monarquia portuguesa e um dos vultos mais notáveis da nossa. historia e da historia da Idade Média; era mais conhecido pelo nome patronímico de D. Afonso Henriques. Seu pai, o conde de Borgonha D. Henrique, viera a Espanha auxiliar el-rei D. Afonso VI, de Leão, na guerra contra os infiéis, e D. Afonso, ficando vitorioso, concedeu-lhe em recompensa a mão de sua filha ilegítima, D. Teresa, e o governo das terras de Portugal. D. Henrique era ambicioso, e não tardou a conseguir o ficar independente da espécie de suserania, que pesava sobre ele.
D. Afonso Henriques n. em Guimarães, em 1111 onde tem um monumento (V. Guimarães) e até aos 12 anos esteve entregue aos cuidados de seu aio, Egas Moniz, honrado e lealíssimo carácter que tantas provas lhe deu de dedicação e amor. Aos 14 anos foi armado cavaleiro na catedral de Samora. Por morte de seu pai tendo D. Afonso apenas 3 anos, D. Teresa ficara governando Portucale durante a sua menoridade. Sendo ambiciosa, esforçava-se por subtrair os seus estados à suserania de Leão; daqui resultaram grandes lutas, em que o espírito da independência, que sempre tinham manifestado os barões do sul do Minho, auxiliou poderosamente as suas vistas ambiciosas. D. Teresa, porém, deixou-se cativar pelo prestígio dum fidalgo galego, D. Fernão Peres, conde de Trava, e os projectos de ambição tomaram um carácter mais pessoal. 0 conde de Trava insinuou-se no espírito de D. Teresa, pretendendo desposá-la para assim desapossar o jovem Afonso Henriques dos estados que de direito lhe pertenciam. D. Afonso, apesar dos seus verdes anos, e que não vira nunca com bons olhos os amores de sua mãe, tornou-se chefe do movimento revolucionário, preparado pelos fidalgos, verdadeiros e leais portugueses, que exigiam a conservação da sua Independência. D. Afonso VII, rei de Leão, que sucedera a seu pai D. Afonso VI, não desistindo do intento de conservar a suserania sobre os estados de Portucale, aproveitou o ensejo, para o invadir em som de guerra, cercando exactamente Guimarães. Esta invasão veio perturbar dalguma forma os dois partidos, o de D. Teresa e o de seu filho, e acirrar ainda mais os ânimos; o jovem príncipe português, vendo-se a braços com a guerra interna, não desejava envolver-se em conflitos externos, e por isso, querendo ver-se livre o mais breve possível do seu adversário, prometeu tudo quanto ele exigia, empenhando Egas Moniz a sua palavra em como a promessa seria cumprida. D. Teresa também acedeu às suas exigências, D. Afonso retirou-se tranquilamente para os seus estados. Então, tornou-se ainda mais encarniçada a guerra entre os dois partidos; e estando D. Teresa em Guimarães com o conde de Trava, D. Afonso Henriques marchou contra eles seguido pela maior parte dos fidalgos portugueses. 0 conde do Trava saiu-lhe ao caminho com o seu exército nos campos de S. Mamede, onde se deu renhida batalha, em que ficou vitorioso o jovem principie, sendo expulsos do reino D. Teresa e o conde de Trava. Esta batalha deu se em 1128. O entusiasmo levou então D. Afonso Henriques a esquecer a promessa feita pelo seu aio, mostrando-se resolvido a não a cumprir. Egas Moniz entendeu que era preciso uma vítima expiatória, para não manchar a aurora do novo reino, e foi apresentar-se ao rei de Leão, acompanhado de sua mulher e filhos, oferecendo-lhe a sua vida e a de todos os seus, para resgate da sua fé. D. Afonso VII impressionou-se muito com a grandeza desta dedicação e honradez, e despediu o cavaleiro, incólume e livre, dando-lhe provas do grande apreço que lhe merecia. Nas guerras com Leão e as lutas, tanto internas como externas, que teve de sustentar, dominado pelo pensamento de consolidar a independência de Portugal, adquiriu D. Afonso Henriques a firmeza e o heroísmo, que depois tão brilhantemente se haviam de afirmar e que tantos respeitos lhe conquistaram.
Enquanto se entretinha em combates contra os leoneses, ficando quase sempre vencedor, soube que os muçulmanos haviam invadido os seus estados. Pela primeira vez se via obrigado a ocupar-se desses dominadores da península; os mouros haviam tomado Leiria, derrotado os cristãos em Tomar, e tinham chegado quase às portas de Coimbra. Esta circunstância obrigou o jovem príncipe a pedir pazes a seu primo, D. Afonso VII. Então fortificou a parte do sul do reino, e partindo para o: Alentejo deu a célebre batalha de Ourique, em 1139, em que o seu valor e a sua extraordinária valentia se armaram dum modo heróico. Os nossos historiadores quiseram, que nesta batalha fosse D. Afonso aclamado rei, pelos soldados entusiasmados. Mas as datas opõem-se, porque o combate de Ourique deu-se em Julho de 1139, e há um documento de 1 de Outubro desse ano, em que D. Afonso Henriques recebe ainda o tratamento de infante. 0 facto é que, desde o princípio do seu governo, os súbditos foram pouco a pouco habituando-se a tratá-lo como rei, mas em 1140 é que principiaram a aparecer documentos repetidos, tratando-o como rei de Portugal. A ambição de D. Afonso era a realeza, mas o seu primo, D. Afonso VII, não queria de forma alguma reconhece-lo como rei. Em 1143, dirigiu-se então ao papa Inocêncio II, declarou Portugal tributário da Santa Sé, com o censo anual de 4 onças de ouro, e reclamou para a nova monarquia, em troca, a protecção pontifícia. 0 papa acedeu. Ainda assim D. Afonso VII, assinando depois em Samora a paz com seu primo, não lhe reconheceu a realeza, mas não protestou contra o título de rei, que ele tomava na escritura, a que assistiu o legado do papa, sancionando com a sua presença a aurora da nova monarquia. A coroa estava finalmente consolidada na fronte de D. Afonso Henriques. Tinham-lha oferecido nas pontas das espadas os seus valentes cavaleiros, colocara-a ele audaciosamente sobre a cabeça com as mãos vitoriosas, e inclinando-a levemente diante da tiara, assegurara-lhe a inviolabilidade, garantida pelos raios protectores do Vaticano.
D. Afonso, vendo conquistada definitivamente a independência de Portugal, ambicionou aumentar o território, apertado em limites estreitíssimos. Cingido ao norte e a leste pelo reino de Leão, ao ocidente pelo oceano, Portugal só podia ampliar-se para o sul à custa de renhidas batalhas e porfiada luta. Começou então uma série de conquistas, qual delas mais valentemente disputada aos mouros. Em 1147 é Santarém tomada por surpresa; durante 22 anos de 1147 a 1163, houve continuas invasões na província de Alcácer do Sal; a cidade é que sempre resistia, caindo afinal nas mãos dos portugueses em 1158. Desde essa data até 1169, a vida de D. Afonso Henriques foi uma série de combates em que sempre saia vencedor; à conquista de Lisboa, seguira-se a de Santarém; as vilas de Palmela, Almada e Sintra, caíram em poder do novo rei, que em breve se tornou também senhor de todas as terras entre o Mondego e o Tejo; Beja foi tomada em 1162, Évora, Moura, Serpa e Sesimbra, em 1166; continuou sempre combatendo, apesar de já muito adiantado em anos, tendo por companheiros esforçados homens destemidos como Martim Moniz, Geraldo sem pavor, Gonçalo Mendes da Maia, Fernando Gonçalves, etc. O período das gloriosas façanhas militares do fundador da monarquia encerra-se epicamente com a heróica resistência de Santarém e Lisboa. em 1184, contra a invasão do emir Iussuf Abu Jacub, morto com uma lançada, quando atravessava o Tejo, por D. Sancho, filho de D. Afonso Henriques.
0 grande conquistador casara em 1146 com D. Mafalda, filha de Amadeu II, conde de Mariana e Sabóia; f. com 74 anos a 6 de Dezembro de 1185.
Dizem os historiadores que era de estatura atlética e porte majestoso. Fundou o convento de Santa Cruz de Coimbra, onde jaz sepultado, Santa Maria de Alcobaça, S. João Baptista de Tarouca, e S. Vicente de Fora em Lisboa. Fundou duas ordens militares. a da Ala, que já, não existe; e a de S. Bento de Avir; introduziu em Portugal os cavaleiros de Rodes, e começou a ponte de Coimbra.


Transcrito por Manuel Amaral

Por Bruna Alexandra

D.Afonso Henriques nasceu em 1109 no dia 25 de Julho


Ordem: 1.º Monarca de Portugal
Cognome(s): O Conquistador
Início do Reinado: 5 de Dezembro de 1143
Proclamado Rei desde 1139
Término do Reinado: 6 de Dezembro de 1185
Aclamação: 1139
Sucessor: D. Sancho I
Pai: D. Henrique, Conde de Portucale
Mãe: D. Teresa, Infanta de Leão
Data de Nascimento: 25 de Julho de 1109
Local de Nascimento: Guimarães ou Viseu ou Coimbra
Data de Falecimento: 6 de Dezembro de 1185
Local de Falecimento: Coimbra
Local de Enterro: Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Consorte(s): D. Mafalda de Sabóia ou D. Matilde de Sabóia
Príncipe Herdeiro: Infante D. Henrique (filho; 1147-1157);
Infante D. Sancho (filho; 1157-1185)
Dinastia: Borgonha (Afonsina)

domingo, novembro 23, 2008

Cartaz anti-tabaco (origem - Brasil)



por Gonçalo

por Gonçalo

TABAGISMO - O mal da destruição em massa

O que é?

O tabagismo é o acto de se consumir cigarros ou outros produtos que contenham tabaco, cuja droga ou princípio ativo é a nicotina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido.

Apresento-lhes o “Cigarro”

O fumo do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.720 substâncias tóxicas diferentes. Constitui-se de duas fases fundamentais: a fase particulada e a fase gasosa. Na fase gasosa é composta, entre outros, por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína. A fase particulada contém nicotina e alcatrão. Essas substâncias tóxicas actuam sobre os mais diversos sistemas e órgãos, contém mais de 60 cancerígenos, sendo as principais citadas abaixo:

Nicotina - é a causadora do vício e cancerígena;
Benzopireno - substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo;
Substâncias Radioativas - polônio 210 e carbono 14;
Agrotóxicos - DDT;
Solvente - benzeno;
Metais Pesados - chumbo e o cádmio (um cigarro contém de 1 a 2 mg, concentrando-se no fígado, rins e pulmões, tendo meia-vida de 10 a 30 anos, o que leva a perda de capacidade ventilatória dos pulmões, além de causar dispnéia, enfisema, fibrose pulmonar, hipertensão, câncer nos pulmões, próstata, rins e estômago);
Níquel e Arsênico - armazenam-se no fígado e rins, coração, pulmões, ossos e dentes resultando em gangrena dos pés, causando danos ao miocárdio etc..;

O tabaco e seus derivados:
O tabaco pode ser usado de diversas maneiras de acordo com sua forma de apresentação: inalado (cigarro, charuto, cigarro de palha); aspirado (rapé); mascado (fumo-de-rolo),porém sob todas as formas ele é maléfico à saúde.

Doenças causadas pelo uso de derivados de tabaco.

O tabagismo causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as doenças cardiovasculares tais como: a hipertensão, o infarte, a angina, e o derrame. É responsável por muitas mortes por cancro de pulmão, de boca, laringe, esófago, estômago, pâncreas, rim e bexiga e pelas doenças respiratórias obstrutivas como a bronquite crónica e o enfisema pulmonar. O tabaco diminui as defesas do organismo e com isso o fumante tende a aumentar a incidência de adquirir doenças como a gripe e a tuberculose. O tabaco também causa impotência sexual.

Porquê fumar?

Existem vários factores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pela publicidade do cigarro nos meios de comunicação.
No caso dos jovens ainda é pior porque além das propagandas pelos meios de comunicação, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência. Antes dos 19 anos de idade o jovem está na fase de construção de sua personalidade. Pesquisas mostram que a maioria dos adolescentes fumantes iniciou a fumar justamente nesta faixa de idade, isto quer dizer que o principal fator que favorece o tabagismo entre os jovens é, principalmente, a necessidade de auto-afirmação.
Há algum tempo atrás a publicidade manipulava psicologicamente levando diferentes grupos (adolescentes, mulheres, indivíduos de baixo poder aquisitivo, etc) que acreditavam que o tabagismo era muito mais comum e socialmente aceite do que era na realidade e através das demandas sociais e das fantasias dos comerciais que usavam mulheres bonitas, bem vestidas, homens fortes, bonitos, jovens curtindo a natureza ou em festas muito bem acompanhados todos estes personagens fazendo uso do cigarro. Hoje, há leis que restringe a propaganda de cigarros.

Fumar durante a gravidez?

Nem pensar, FUMAR DURANTE A GRAVIDEZ traz sérios riscos para a gestante como também aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil, estes riscos devem-se, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Estes riscos são:
· Abortos espontâneos;
· Nascimentos prematuros;
· Bebés de baixo peso;
· Mortes fetais e de recém-nascidos;
· Gravidez tubária;
· Deslocamento prematuro da placenta;
· Placenta prévia e
· Episódios de sangramento.

Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a gestante fumante apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento.
A gestante que fuma, com um único cigarro fumado acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Imagine a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.
A gestante, o parto e a criança também estão expostos a estes riscos quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva), absorvendo substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim como a mãe que fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite que é ingerido pela criança.

O que é um fumador passivo?

É o indivíduo que convive com fumadores e inalam o fumo de derivados do tabaco em ambientes fechados. Poluição Tabagística Ambiental (PTA), é a poluição decorrente da fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior responsável pela poluição nestes ambientes. Pesquisas mostram que o tabagismo passivo é estimado como a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.
Os não fumantes que respiram a fumaça do tabaco têm um risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. Quanto maior o tempo em que o não fumante fica exposto à poluição tabagística ambiental, maior a chance de adoecer. As crianças, por terem uma frequência respiratória mais elevada, são mais atingidas, sofrendo consequências drásticas na sua saúde, incluindo doenças como a bronquite, pneumonia, asma e infecções do ouvido médio.

Só os fumantes não acreditam que são:

· Nove mortes por hora.
· 80 mil por ano.
· 90% dos casos de cancro de pulmão.
· 80% dos enfisemas pulmonares.
· 25% dos infartos de miocárdio.
· 40% dos derrames cerebrais.
· 10 milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, nas Américas.
· Quatro milhões morrem por ano.


Métodos para acabar com o vício

Hoje, já existem no mercado diversos métodos para acabar com o vício do cigarro, basta querer e ter força de vontade.
Citaremos alguns destes métodos:

· Goma de mascar com nicotina – são pastilhas que liberam pequenas doses de nicotina diminuindo os sintomas da abstinência.

· Skin Paches – são pequenos adesivos que colados à pele, liberam mais nicotina do que a goma de mascar.

· Spray nasal – este spray liberta menos nicotina que a goma e os patches, mas chega mais rápido ao sistema circulatório.

· Inalante – o inalante tem a mesma forma do cigarro, o que leva o indivíduo a achar que está fumando, pois imita o gesto mão-para-boca do fumante só que com 1/3 da nicotina do cigarro.

· Zyban – este é um método sem nicotina, trata-se de uma droga antidepressiva que auxilia nas crises de abstinência.

Todos estes métodos devem ser receitado e terem acompanhamento médico.

Pesquisado por Gonçalo

Ficha de Leitura

Título do livro: Contos e Lendas do Mundo

Autora: M. margarida Pereira Muller

Ilustrador: Pedro Ferreira

Ano de Edição: 2005

Editora: Civilização

Tipo de Texto: Prosa

Personagens Principais: O Caçador e a Mulher.

Outras personagens: O Anão, a Mãe e o Filho.

Tipo de leitura: Acção

O livro que li falava de:
Contos de todo o Mundo. São 24 contos em que vários contos falam de reis, princesas e gigantes. Havia um conto que era um caçador que era pobre e um dia quando ia à caça o tempo começou a ficar muito enublado e apareceu uma mão de gelo, houve muitas coisas que o faziam largar a mão de gelo, mas não largou.

Por Gonçalo